Membro da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas "TALITHA KUM"

21 de setembro de 2011

“Cuide dele (a)”- o desafio pastoral e as políticas públicas diante do tráfico de pessoas

Por Ir. Rosita Milesi e William César de Andrade

No dia 23 de setembro celebramos o Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. Essa data foi estabelecida em 1999 durante a Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres, realizada em Dhaka )Bangladesh). É desde então uma oportunidade de denuncia e simultaneamente um momento de reflexão sobre as políticas públicas e as ações da sociedade civil no enfrentamento desse crime hediondo.
                Dados de 2010 da Secretaria Nacional de Justiça – SNJ indicam que a cada ano 60 mil brasileiros são vítimas da rede internacional de tráfico de pessoas, em sua grande maioria as vítimas são mulheres (entre 18-25 anos), vindas de famílias de baixa renda e traficadas para fins de exploração sexual.  Também fazem parte do conjunto das vítimas a presença de homens adultos, crianças e adolescentes (entre 12 a 18 anos).
                Pesquisas e estudos diversos indicam a existência de itinerários que levam à Espanha, Portugal, Suíça, Suriname. Mas é preciso salientar que o Brasil – no âmbito do tráfico de pessoas é país de origem, destino e transito o que torna muito mais complexo o enfrentamento desse crime e a construção de medidas sociais preventivas.
A CNBB em 2008 realizou o I Seminário Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, tendo articulado o evento em parceria com a SNJ e outras organizações da sociedade civil.  Numa exposição dentro do seminário destacou-se como atividades a serem implementadas na Igreja:
“Reforço das redes e atenção aos grupos mais vulneráveis – como estão sendo atingidos pelas pastorais; atenção ao recorte étnico racial das vítimas do tráfico; buscar aliados nas diferentes instâncias da sociedade que têm sensibilidade para essa realidade; explicitação dos mecanismos e estruturas que favorecem a prática do tráfico de pessoas, lembrando também que as práticas de prevenção e contenção devem também ser disseminadas; aproveitar as estruturas eclesiais no sentido de marcar presença com os grupo mais vulneráveis; observar o aspecto ecumênico e interreligioso do desafio; campanha da fraternidade ou campanha específica de denúncia ao tema; e fortalecimento de um modelo eclesiológico aberto à ação profética.”[1]
                Novos passos foram dados desde então – considerando-se aqui o contexto da Igreja Católica no Brasil -, seja na direção de reforçar a atuação das Comissões Justiça e Paz (nacional e em cada regional ou diocese), como no processo de sensibilização-prevenção e de denúncias de situações de vulnerabilidade social. Sintetiza essa perspectiva a criação do GT – Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas-CNBB, em 2010 e a mobilização por uma Campanha da Fraternidade com essa temática (agregando-se também o enfrentamento ao Trabalho Escravo).
                Recentemente a CNBB, juntamente com a parceria da SNJ-MJ e da CRS, realizou o II Seminário Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (11ª 13/agosto/2011). Foi um momento forte na caminhada pastoral pois indicou que algumas iniciativas estão se consolidando, tais como a Rede Um Grito Pela Vida, a parceria com outras organizações da sociedade civil e quando possível do próprio estado nos Comitês de Enfrentamento ao Tráfico, processos regionais de realização de seminários e outros tipos de encontros de formação nessa temática específica.
                O II Seminário foi também espaço de reflexão e elaboração de sugestões para o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que está sendo elaborado pela SNJ-MJ. Destacam-se como Propostas apresentadas pelas participantes:
·         Desafios na Prevenção: 1) Assegurar a presença do Estado com a realização de Políticas Públicas integradas para as populações expostas ao risco aliciamento e tráfico; 2) Divulgar o II PNETP na mídia estatal, com vídeos, filmagens, matérias, impressos, etc.; 3) Garantir orçamento para estruturas (abrigos, capacitação pessoal, atendimento à saúde), prevenção ao tráfico e para ações integradas de enfrentamento nas localidades onde estão sendo construídas as grandes obras; 4) Criar estratégias para que os Ministérios e Órgãos de segurança priorizem o enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo em suas ações; 5) Incluir o tema TP e TE nos programas de formação de profissionais que atuam com a população atingida, bem como assegurar o conteúdo de DH nas escolas, voltado aos estudantes e aos educadores; 6) Implantar e implementar mecanismos específicos para o enfrentamento do TP nas fronteiras nacionais; 7) Desenvolver Campanhas permanentes de enfrentamento ao TP e TE; 8) Adotar medidas para que o II PNETP seja definido como Política Pública de Estado, articulando os três níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal), de modo a garantir a adesão e o compromisso dos Estados e municípios a programas de proteção às vítimas, aos denunciantes e aos defensores de direitos humanos, entre outros.
·         Incidência em Políticas Públicas: Sociedade: Fortalecer as redes de organizações da sociedade civil, para assumir controle social – monitoramento, denúncia, comunicação; Potencializar os mecanismos de comunicação; Estado: Aperfeiçoar/ampliar os mecanismos legais de enfrentamento ao TP e TE; Efetivar as ações de responsabilização dos culpados e correspondente punição; Garantir infra-estrutura/recursos para implementação das ações; Articular os diversos setores do poder público e corresponsabilização das três esferas; Atingir as raízes do problema (miséria / ganância / impunidade); Criar políticas públicas capazes de garantir mudança estrutural, tanto para vítimas, quanto para as pessoas em risco; Responsabilizar a mídia pelas informações divulgadas em suas programações.
·         Cuidado e atenção às Vítimas: Garantir recursos econômicos e implementar estruturas adequadas para o atendimento às vítimas; Realizar campanhas na mídia; Garantir o funcionamento e fiscalização dos órgãos públicos existentes e a serem criados, voltados ao atendimento e proteção às vítimas.
Iniciamos essa reflexão com uma expressão  bíblica :“Cuide dele (a)” , presente na narrativa do bom samaritano (Lc 10,25-37). O testemunho de quem acredita em Jesus passa por reconhecer no homem caído à beira da estrada, vítima de bandidos e deixado para morrer, um ser humano e, portanto um sinal da presença viva de Deus entre nós.
As vítimas de tráfico humano e suas famílias requerem de nós uma presença ‘samaritana’, acolhedora e dialogante, pois há muito a ser reconstruído. Mas ao mesmo tempo exige uma atitude vigilante, para acompanhar as políticas de estado e sua implementação. Denunciando sempre que isso se fizer necessário, e também ser propositiva na busca de respostas mais adequadas à realidade brasileira do tráfico de pessoas.


[1] REIS, A. A. ‘Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: desafios pastorais’ in Seminário Nacional sobre Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Brasília, Setor Mobilidade Humana/CNMBB e SNJ-MJ, 2010. P. 61.

7 de setembro de 2011

Debate Público sobre o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas


O Ministério da Justiça criou um fórum virtual para a elaboração do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (II PNETP). É bom participar e enviar propostas. As propostas podem ser enviadas até o dia 14 de setembro de 2011.
Este é o endereço para enviar as propostas.

Temos ainda uma semana para participar!

http://portal.mj.gov.br/debate/

5 de setembro de 2011

Fortaleza: II Curso de Formação de Multiplicadores para a prevenção ao Tráfico de Pessoas

por ir. Gabriella Bottani


De 2 a 4 de setembro de 2011, em Fortaleza, a Rede Um Grito pela Vida realizou o II Curso de Formação para multiplicadores para a prevenção ao tráfico de pessoas. O Curso contou com a participação de agentes de pastoral, profissionais da rede sócio-assistencial da cidade de Fortaleza e estudantes. A maioria dos participantes eram mulheres interessadas em conhecer melhor a problemática do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual no contexto cearense e em procurar estratégias para colaborar no enfrentamento  desta grave violação dos direitos humanos ainda pouco visível e conhecida.
Cynthia, uma das participantes declarou no final do curso: "se vosso objetivo foi formar multiplicadores, comigo conseguiram, eu vou abraçar esta causa".
Assessoraram o curso membros da Rede Um Grito pela Vida, Andréia Costa - coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado do Ceará - e Renato Roeno - curador da PESTRAF no Estado do Ceará. Contamos também com a presença do Grupo de Teatro da Sociedade da Redenção e de dom José Luiz Salles, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza.
O curso foi um momento muito importante, que favoreceu a participação pública no processo de construção do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e para a preparação do dia 23 de setembro: dia internacional contra abuso sexual e o tráfico de pessoas, especialmente de mulheres e crianças.

Mais informações podem encontrá-las no site da arquidiocese de Fortaleza:
http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/atualidades/noticias/igreja-e-sociedade-em-defesa-da-vida/

8 de agosto de 2011

Rede um Grito pela Vida promove seminário no Piauí

O tráfico de pessoas é uma grave violação dos direitos humanos um crime com o propósito de alimentar a exploração da indústria do sexo, servidão doméstica, trabalho escravo, comércio de órgãos.
A Rede um Grito Pela Vida, representada pelas Congregações das Irmãs de São José, Imaculado Coração de Maria e Missionárias do Sagrado Coração de Jesus juntamente com a Regional CRB-Teresina, Piauí, realizaram nos dias 5 e 6 de agosto um Seminário com o objetivo de Sensibilizar, e socializar informações, sobre a temática do Tráfico de Seres Humanos, capacitar multiplicadoras, multiplicadores para atuar na rede de enfrentamento desta realidade.
Estiveram presente 40 pessoas vindas de todo o Piauí, representantes de congregações, irmãs, leigas e leigos, instituições parcerias.
Foram dois dias de estudo, aprofundamento sobre a realidade do tráfico de pessoas no Brasil e no Mundo.
No final do seminário, foram tiradas ações de prevenção, que serão realizadas durante o ano nas instituições, bem como uma ação coletiva que será realizada no dia 7 de setembro, por ocasião do grito dos excluídos.

Um Grito


por Denise Morra, PI

 Com a proximidade do 7 de setembro e o Grito dos Excluídos, queremos nós “Rede um Grito pela Vida” – Espaço de Articulação e Ação Solidária da Vida Religiosa do Brasil na prevenção ao Tráfico de Pessoas, gritar contra este crime de caráter transnacional e a mais nova forma de escravidão do século.
O tráfico de pessoas é uma grave violação dos direitos humanos e crime com o propósito de alimentar a exploração da indústria do sexo, servidão doméstica, trabalho escravo, comércio de órgãos.
No Brasil este grito - o tráfico de pessoas - ganha corpo com a criação de uma CPI no Senado e a discussão do 2º Plano Nacional de Enfretamento ao Tráfico de Pessoas e a proximidade de eventos internacionais como a Copa do Mundo e Olimpíadas.
É importante gritar que o tráfico de pessoas está diretamente ligado a baixa escolaridade, a expectativa reduzida de mobilidade social, aos sonhos da juventude em busca de melhores condições de vida e a vulnerabilidade de mulheres e crianças, entre outros. Segundo estudos realizados no Brasil pela Organização Européia - Centre for Migration Policy Development (ICMPD), o Piauí está entre os estados com mais vítimas de tráfico de pessoas devido o recrutamento se dar em áreas periféricas e pobres do país “onde pouco se sabe sobre o fenômeno do trafico de seres humanos e sobre os direitos dos migrantes”.
Precisamos reagir:
- Busque e socialize informações com relação a este crime!
- Fique de olho em promessas fantásticas!
- Realize ações educativas de prevenção!
- Intensifique a luta por políticas públicas em defesa da vida!
- articule e integre ações de apoio e assistência às pessoas traficadas.
- Denuncie! Ligue 180

5 de agosto de 2011

CARTA ENDEREÇADA À REDE UM GRITO PELA VIDA

pelo grupo de multiplicadores formados em Fortaleza, CE

Nos dias 13, 14, 15, 21 e 22 de maio, participamos do curso de multiplicadores para enfrentamento do tráfico de pessoas, oferecido pela Rede Um Grito Pela Vida em Fortaleza, CE.

De forma clara, objetiva e por algumas vezes lúdica pudemos esclarecer, analisar e refletir sobre diversas realidades existentes ao nosso redor.

A metodologia usada facilitou o nosso entendimento e percepção do quanto esse tema é pouco tratado e como pode facilmente levar pessoas para esse mundo tão encantado, aparentemente.

Ficou em cada participante a certeza de que, tal fato, não pode ser restrito aos órgãos públicos, mas deve se estender cada vez mais por toda sociedade.

Toda reflexão feita nesses cinco dias, nos impulsionou a nos tornarmos disponíveis nessa luta e nos unirmos a vocês, acreditando que é possível a quebra da rede do tráfico através da prevenção.

Agradecemos a cada um que disponibilizou tempo e um pouco do conhecimento, facilitando nossa aprendizagem e suscitando em nossos corações o desejo de estarmos cada vez mais empenhados a mudar a realidade que nos cerca.

Um abraço carinhoso de todos os participantes

16 de junho de 2011

PRIMEIRO ENCONTRO DE COORDENAÇÃO DA REDE TALITHA KUM

Data: de 30 de maio  até 1° junho de 2011; Lugar: Roma, Itália

O Primeiro Encontro da Coordenação de Talitha Kum realizou-se, em Roma, de 30 de maio a 1º de junho de 2011.

Após dois anos de missão na luta contra a trata, os membros da Talitha Kum sentiram a necessidade de reunirem-se, tomar contato entre si e avaliar o caminho percorrido em favor das vitimas e dos setores mais vulneráveis da trata de pessoas.

Participaram do encontro de coordenação as coordenadoras das Redes afiliadas à Talitha Kum ou suas delegadas. (ver listas de participantes) Sr. Josune Arregui, CCV, UISG Secretário Executivo, oficialmente saudou os participantes e Arcebispo Joseph Tobin, o Secretário de CIVCSVA enfeitou o encontro com sua presença e palavras de encorajamento em sua saudação

Objetivos: O Encontro de Coordenação dedicou um espaço de tempo para que as participantes pudessem: 1- Refletir sobre as experiências partilhadas, as melhores práticas e as dificuldades da missão contra a trata de pessoas tendo presente um apoio e ajuda mútua. 2- Avaliar e elaborar o Plano de Ação de Talitha Kum. 3- Buscar estratégias bem definidas para a ação em vista de: 3.1- Consolidar Talitha Kum como Rede Internacional da vida Consagrada contra a Trata de pessoas (Ter um maior sentido de pertença para trabalhar em rede mais dinâmica e mais eficaz na proteção, ser referência e assistência, na situação delicada de resgate e proteção, cuidado e recuperação das vitimas e pessoas mais vulneráveis. 3.2 Uma gestão mais eficaz da rede. Pessoas Recursos O encontro de Coordenação se desenvolveu com grande êxito, graças ao valorosos empenho do Grupo de coordenação formado por:

1. Sr. Ines Gutierrez, SUSC
2. Sr. Zenaide Ziliotto, MSCS
3. Sr. Estrella Castalone, FMA
4. Dr. Stefano Volpicelli of IOM

O Grupo Anti–Trata da Comissão de Justiça e Paz (USG-UISG) colaborou no desenvolvimento do encontro, graças aos serviços prestados em prover as necessidades das participantes. Desenvolvimento do Programa O encontro teve início com as informações dos membros da Rede onde apresentaram o que foi realizado na sua missão no campo da trata, durante os últimos dois anos, colocando em evidência os pontos fortes e os pontos débeis. Houve também uma exposição de Posters”, servindo como base para a reflexão e a discussão. A Irmã Estrella Castalone, FMA, coordenadora da Rede Talitha Kum, apresentou um informe sobre a realidade da mesma. Ela destacou os frutos já conquistados tais como: 1. Novos membros se agregaram à Rede: 1.1 AMRAT – Asia del Sur 1.2 Mans Deins le Man – África Oeste 1.3 Red Kawsay – Paises Bolivarianos 2. A Campanha anti-trata na África do Sul por ocasião da Copa do Mundo onde a Talitha Kum realizou o seguinte: 2.1 Seminário de Preparação em Johannesburg 2.2 Publicação de 4 cartas abertas ao público 2.3 Coletiva de imprensa, em Roma, com data de 6 de maio de 2010; lançamento oficial da campanha para marcar o início das iniciativas realizadas por religiosas no mundo inteiro, do dia 6 de maio de 2010 a julho de 2010 3. Lançamento do site web de Talitha Kum em 5 idiomas 4. Participação na “Conferência Internacional sobre O Rosto Feminino da Migração”, organizada pela Caritas Internacional.

5. Participação, como conferencista, em um encontro da Embaixada dos EE UU ligada a Santa Sé sobre “ Construir pontes de liberdade: Ação pública – Privada para terminar com a escravidão de hoje” – Roma, 18 de maio de 2011

6. Cursos de capacitação sobre trata em :

6.1 Senegal ( para religiosas da África Oeste)

6.2 Índia (para religiosas de Ásia Sul)

6.3 Peru (para religiosas dos Países Bolivarianos

6.4 Kênia (para religiosas da África Oriental

Irmã Estrella destacou também os aspectos de “sombra” de Talhita Kum a partir do seu ponto de vista, como coordenadora, convidando as participantes a assumirem o desafio de buscar estratégias para solucionar as debilidades da Rede.

Todos estes conteúdos foram objeto de reflexão e discernimento nos trabalhos de grupos tendo como base as seguintes perguntas:

Como posso melhorar meu sentido de pertença e assumir Talitha Kum?
Como nós podemos melhorar a organização de Talitha Kum?
Conclusão

Após três dias de trabalho e reflexão séria, discernimento e discussões sobre o significado de Talitha Kum e a organização da Rede, as Irmãs decidiram em comum acordo sobre os seguintes documentos conclusivos:

1. Um novo Comitê de Direção formado pela coordenadora e um grupo para ajudar a mesma na gestão da rede.

Coordenadora: Estrella Castalone, FMA

Membros do Comitê:
África: Patricia Ebegbulem, SSL
América: Gabriella Bottani, CMS
Ásia: Maria Victoria Sta. Ana, FMA
Europa: Dagmar Plum, MMS
Roma: Nicole Rivard. NDA
Roma: Claudio Barriga, SJ

2. Linhas de ação:

2.1 Visibilidade – Fazer com que Talitha Kum se torne “visível”, em primeiro lugar em todas as Congregações Religiosas no âmbito de cada uma das Conferências Nacionais de Religiosas.

2.2 Serviço – partilhar os serviços que realizamos em favor das vitimas da trata, do tráfico de pessoas e das ações de prevenção mediante um sistema aprimorado e atualizado da pagina web da Rede.

2.3 Trabalho em Redes – Ampliar os contatos para a identificação dos colaboradores.

Como os discípulos de Emaús, as participantes retornaram a seus países com o coração cheio de esperança, na certeza de que a Rede está apta para dar passos mais importantes na sua missão de levar o amor e a compaixão de Cristo às pessoas cujas vidas tenham sido atingidas por esta forma de escravidão moderna.

Ao concluir o encontro, tivemos a convicção de que todas as Irmãs de Talitha Kum partilhamos isto:

Talitha Kum não é somente o nome de nossa Rede mas, antes de tudo, a espiritualidade que nos inspira e que anima nosso compromisso na luta contra a trata, o tráfico de pessoas. Fazemos nossas as palavras de Talitha Kum!, palavras que Jesus (Lucas 8:55) dirige à menina que Ele ressuscitou, para que possamos continuar alimentando nossa esperança e nosso desejo de ressuscitar cada mulher, homem ou criança da horrível experiência desta forma de escravidão moderna e devolver a sua dignidade de filhos de Deus.