Membro da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas "TALITHA KUM"

24 de fevereiro de 2011

Reunião GT – Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – CNBB

Por Beatriz Duarte Gomes – Assessora para a Rede Um Grito pela Vida


Realizou-se no dia 23 de fevereiro, em Brasília-DF, o primeiro encontro do GT de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da CNBB, com a presença das Pastorais: Mulher Marginalizada, Nômades, Afro e Trabalho Escravo, como também o IMDH, CRB NACIONAL e o Ministério da Justiça.

Ficou amadurecido o próprio objetivo do GT, que é iniciar um trabalho que produzirá um encontro nacional que desvendará à Igreja do Brasil esta grande problemática, bem como revelará os esforços das pastorais, grupos e vida religiosa no enfrentamento, tendo em vista de uma Campanha da Fraternidade e seus desdobramentos.Em resumo, somos a Igreja do Brasil rezando, refletindo e buscando respostas para esta nova forma de escravidão humana.

Seguimos a seguinte pauta:

1. Seminário sobre o Tráfico de Pessoas;
2. Propostas de elaboração de um Dôssie sobre o Tráfico de Pessoas;
3. Informações sobre a campanha de assinaturas em prol da CF “Tráfico e Trabalho Escravo”;

O Encontro Nacional teve sua data re-marcada devido situações próprias da CNBB neste ano de mudanças internas, e está previsto para 11 a 13 de agosto deste ano, em Brasília-DF, com local em negociação, com a participação de

a) Que o representante escolhido pelo regional seja alguém que possa levar adiante o debate/articulação ao Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas;

b) Preferencialmente alguém que já esteja atuando junto a pastorais e/ou grupos voltados para essa realidade ou a ela esteja próxima.

A CRB Nacional teve a indicação de representantes em regionais que a Rede Um Grito pela Vida, tem uma presença profética. Iniciaremos os contatos e respostas das religiosas para formação de uma representação que contribua para o melhor desenvolvimento do seminário.

Em meio as buscas, necessitamos de religiosas e religiosos que ousem em escrever seus relatos, experiências, textos reflexivos sobre o tráfico de pessoas. Sobre a Campanha da Fraternidade, coletamos 12 mil assinaturas, mas é necessário uma nova investida de buscas de assinaturas, como também cartas de instituições que conheçamos a favor do tema, mobilizemos nossos grupos de leigos, nossas irmãs e irmãos religiosos para somar forças.

Confiantes no Deus da Vida, seguimos na luta e no comprometimento.

22 de fevereiro de 2011

Manhã de Reflexão


CONFERÊNCIA
DOS RELIGIOSOS
DO BRASIL: CRB


REGIONAL DE GOIÂNIA
Av. Goiás, 636 – 8° andar – Sala 801 – Setor Central
CEP 74020-200 – Goiânia – GO.  Cx. Postal 347 – CEP: 74001-970
Telefax: (62) 3224-6076 E-mail: crbgoiania@globo.com



“Tudo o que acontece conosco, com as pessoas com quem convivemos, em nosso país e no mundo, no cosmos e na Historia, encerra UM TOQUE do Deus encarnado, terno e misericordioso, que nunca nos abandona!”
                                                                            

Em nossa última Assembléia da CRB da Regional de Goiânia, espaço privilegiado da graça, que nos favoreceu a reflexão e eleição de nossas prioridades para o próximo triênio, constatamos que se faz urgente à Vida Religiosa, entre tantos, mais um apelo forte no que se refere ao atentado e à degradação da vida provocada pelo trafico de seres humanos, pela dependência química e pelo extermínio de jovens. O trafico humano, devido especialmente a seu baixo custo e risco, para os que dele vivem, tem crescido tanto, nos últimos tempos, que passou a ser o segundo negócio mais rentável do mundo, perdendo apenas para a indústria da guerra.

Atendendo ao apelo da Equipe Nacional, para responder à nossa vocação de salvar a dignidade humana, seja em que circunstancias for, está sendo organizada, dentro do plano trienal, uma linha de ação em Defesa da Vida. Nossa Regional propõe a criação e articulação de um Grupo de Trabalho e Reflexão (GT) ligado à “Rede um Grito pela Vida”, para refletir e suscitar iniciativas de 1. prevenção/ denuncia, 2. atendimento e 3. repressão contra  o trafico de seres humanos. O apelo está sendo feito às congregações e pessoas (leigos e leigas) que desejam somar neste trabalho árduo, porém profético. Contamos com seu apoio, adesão e participação afetiva e efetiva neste trabalho.

A Igreja já denunciou de maneira consistente esta moderna forma de escravidão. Queremos lembrar as palavras do Papa Bento XVI em sua mensagem pelo Dia Mundial das Migrações: “Torna-se fácil para o traficante oferecer seus “serviços” às vítimas que, muitas vezes, nem desconfiam do que as espera. Em alguns casos, mulheres e meninas são destinadas à exploração como se fossem escravas no trabalho e também na indústria do sexo”.

Haverá uma primeira reunião no dia 26/02/2011, das 08 às 12h na sede da CRB, para refletir sobre esta realidade, bem como ações concretas de trabalho e estruturação do GT. Venha participar conosco! Em outubro 2011 está previsto o Encontro Nacional da Rede um Grito pela Vida, aqui em Goiânia, possivelmente na CAJU. Precisaremos ajudar nessa preparação.

Aguardando vocês

Pe. Geraldo Labarrere, SJ e Ir. Gertrud Fokter, MC




7 de fevereiro de 2011

Irmãs e Leigos/as atuam no combate ao Trabalho Escravo no Piauí




Combate e Prevenção – Desde o ano de 2010, a última semana do mês de janeiro é destacada para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O evento mobiliza entidades públicas e civis em todo o Brasil com atividades que suscitem ações de alerta e combate a essa prática criminosa. Solidárias na defesa e promoção da vida, as Irmãs do Imaculado Coração de Maria (ICM) somam nesse grito por justiça. No Piauí, as Irmãs e Leigos ICM da Província Cristo Libertador, inseridas/os na Rede Um Grito pela Vida e na Comissão Pastoral da Terra (CPT), participaram ativamente das mobilizações em prol da erradicação de Trabalho Escravo, ampliando o olhar sobre essa problemática como uma das formas de Tráfico de Seres Humanos.

Com isso, as Irmãs ICM/Rede Um Grito Pela Vida e a Comissão Pastoral da Terra, juntamente com outras entidades civis e governamentais, integram o Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo no Piauí e, para a semana de mobilização, programaram atividades das quais se desatacaram panfletagem em praça pública, audiência com o Governador do Piauí, Wilson Martins e oficina sobre o Trabalho Escravo e Tráfico de Seres Humanos na cidade de Pio IX.




Atividades

Elencando as atividades realizadas, Irmã Roselei Bertoldo, vice-provincial de Teresina, ressalta a participação de Irmãs e Leigos/as ICM. Segundo ela, as atividades começaram com uma mobilização junto aos veículos de comunicação do Piauí que realizaram cobertura destes eventos com a participação do Leigo ICM Francisco Alan que concedeu entrevista às emissoras de rádio e TV.



Irmã Roselei conta que, de uma forma mais forte, a mobilização foi às ruas e chegou ao Palácio de Karnak, sede do governo estadual: “Realizamos mobilização pública na Avenida Frei Serafim (Centro de Teresina) com distribuição de material sobre o tráfico de pessoas e trabalho escravo no dia 28 de janeiro. Foram distribuídos 4.000 panfletos e folders da Rede e Congregação ICM. Também participamos de Audiência Publica na Sede do Governo do Estado onde entregamos a carta-manifesto ao governador do Piauí, Wilson Martins, cobrando providências do poder público diante deste problema”, disse.
A Irmã também destaca a realização de uma oficina temática, ocorrida nos dias 29 e 30 de janeiro junto aos moradores/as do Assentamento Paulo Freire, na cidade de Pio IX, distante de 650 km de Teresina. A oficina de alerta e prevenção abordou as seguintes temáticas: Trafico de Pessoas, Trabalho Escravo e gênero. O grupo foi motivado a expressar o que conhecia, bem como a refletir sobre as palavras “Trabalho escravo”, “Gênero”, “tráfico de pessoas”, “exploração”, “violência”, “migração”.
“Contamos com a assessoria dos Leigos ICM Francisco Alan, Iago Menor e das Irmãs Roselei e Doralice Bento Vieira. A oficina teve como objetivo sensibilizar a comunidade sobre a realidade das temáticas abordadas. Este assentamento é acompanhado pelas Irmãs da comunidade da cidade de Picos-PI. Durante a realização das atividades, nos intervalos, realizamos visitadas as famílias do assentamento com a distribuição de material informativo, atingindo um total de 740 pessoas”, informa a Irmã..

O Assentamento Paulo Freire foi criado em 2005 e conta com 148 famílias. Cada família possui uma média de seis integrantes. A comunidade vive da agricultura familiar. Hoje o assentamento possui infra-estrutura e é rico em potencial de produção.
Para Irmã Roselei, toda essa mobilização atingiu seu objetivo na medida em que alertou e esclareceu as pessoas do campo e da cidade sobre essa abominável prática criminosa que afeta a milhares de homens, mulheres e jovens, que são iludidos em sua busca de vida digna: “Estes dias foram marcados por um profundo envolvimento do grupo de leigos, leigas ICM e a comunidade das Irmãs da sede da Provincial, Comunidade Esperança Garcia (Teresina) e da Comunidade de Picos-PI em todas as atividades realizadas. Destacamos o grande número de pessoas que foram sensibilizadas pela temática do tráfico de Pessoas. Sentimos o como é importante trabalhar estas temáticas junto às comunidades, pois percebemos um grande número de relatos onde acontece o tráfico de pessoas bem como a necessidade que as pessoas têm de estarem informadas para poderem se prevenir e não cair nesta armadilha”, arrematou.
Histórico [Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo] - No dia 28 de janeiro de 2004, três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, foram assassinados vitima em uma emboscada na região rural de Unaí, cidade de Minas gerais. Desde então, esta data foi oficializada como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Entidades públicas e organizações civis organizam eventos como manifestações, debates e lançamentos de documentos que possam atrair atenção para este tema.

5 de fevereiro de 2011

TRABALHO DE PREVENÇÃO

Combate e Prevenção – Desde o ano de 2010, a última semana do mês de janeiro é destacada para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O evento mobiliza entidades públicas e civis em todo o Brasil com atividades que suscitem ações de alerta e combate a essa prática criminosa. Solidárias na defesa e promoção da vida, as Irmãs do Imaculado Coração de Maria (ICM) somam nesse grito por justiça. No Piauí, as Irmãs e Leigos ICM da Província Cristo Libertador, inseridas/os na Rede Um Grito pela Vida e na Comissão Pastoral da Terra (CPT), participaram ativamente das mobilizações em prol da erradicação de Trabalho Escravo, ampliando o olhar sobre essa problemática como uma das formas de Tráfico de Seres Humanos.



Com isso, as Irmãs ICM/Rede Um Grito Pela Vida e a Comissão Pastoral da Terra, juntamente com outras entidades civis e governamentais, integram o Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo no Piauí e, para a semana de mobilização, programaram atividades das quais se desatacaram panfletagem em praça pública, audiência com o Governador do Piauí, Wilson Martins e oficina sobre o Trabalho Escravo e Tráfico de Seres Humanos na cidade de Pio IX.



Atividades



Elencando as atividades realizadas, Irmã Roselei Bertoldo, vice-provincial de Teresina, ressalta a participação de Irmãs e Leigos/as ICM. Segundo ela, as atividades começaram com uma mobilização junto aos veículos de comunicação do Piauí que realizaram cobertura destes eventos com a participação do Leigo ICM Francisco Alan que concedeu entrevista às emissoras de rádio e TV.



Irmã Roselei conta que, de uma forma mais forte, a mobilização foi às ruas e chegou ao Palácio de Karnak, sede do governo estadual: “Realizamos mobilização pública na Avenida Frei Serafim (Centro de Teresina) com distribuição de material sobre o tráfico de pessoas e trabalho escravo no dia 28 de janeiro. Foram distribuídos 4.000 panfletos e folders da Rede e Congregação ICM. Também participamos de Audiência Publica na Sede do Governo do Estado onde entregamos a carta-manifesto ao governador do Piauí, Wilson Martins, cobrando providências do poder público diante deste problema”, disse.



A Irmã também destaca a realização de uma oficina temática, ocorrida nos dias 29 e 30 de janeiro junto aos moradores/as do Assentamento Paulo Freire, na cidade de Pio IX, distante de 650 km de Teresina. A oficina de alerta e prevenção abordou as seguintes temáticas: Trafico de Pessoas, Trabalho Escravo e gênero. O grupo foi motivado a expressar o que conhecia, bem como a refletir sobre as palavras “Trabalho escravo”, “Gênero”, “tráfico de pessoas”, “exploração”, “violência”, “migração”.



“Contamos com a assessoria dos Leigos ICM Francisco Alan, Iago Menor e das Irmãs Roselei e Doralice Bento Vieira. A oficina teve como objetivo sensibilizar a comunidade sobre a realidade das temáticas abordadas. Este assentamento é acompanhado pelas Irmãs da comunidade da cidade de Picos-PI. Durante a realização das atividades, nos intervalos, realizamos visitadas as famílias do assentamento com a distribuição de material informativo, atingindo um total de 740 pessoas”, informa a Irmã..



O Assentamento Paulo Freire foi criado em 2005 e conta com 148 famílias. Cada família possui uma média de seis integrantes. A comunidade vive da agricultura familiar. Hoje o assentamento possui infra-estrutura e é rico em potencial de produção.



Para Irmã Roselei, toda essa mobilização atingiu seu objetivo na medida em que alertou e esclareceu as pessoas do campo e da cidade sobre essa abominável prática criminosa que afeta a milhares de homens, mulheres e jovens, que são iludidos em sua busca de vida digna: “Estes dias foram marcados por um profundo envolvimento do grupo de leigos, leigas ICM e a comunidade das Irmãs da sede da Provincial, Comunidade Esperança Garcia (Teresina) e da Comunidade de Picos-PI em todas as atividades realizadas. Destacamos o grande número de pessoas que foram sensibilizadas pela temática do tráfico de Pessoas. Sentimos o como é importante trabalhar estas temáticas junto às comunidades, pois percebemos um grande número de relatos onde acontece o tráfico de pessoas bem como a necessidade que as pessoas têm de estarem informadas para poderem se prevenir e não cair nesta armadilha”, arrematou.



Histórico [Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo] - No dia 28 de janeiro de 2004, três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, foram assassinados vitima em uma emboscada na região rural de Unaí, cidade de Minas gerais. Desde então, esta data foi oficializada como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Entidades públicas e organizações civis organizam eventos como manifestações, debates e lançamentos de documentos que possam atrair atenção para este tema.



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Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Magnus Regis (Assessoria de Comunicação)

51 3312-4600

51 8159-6229



Site: www.icm-sec.org.br

Blog: http://barbaramaix.blogspot.com/



"Ânimo! Coragem! Deus vê o nosso lutar" (Bem-Aventurada Bárbara Maix)

25 de dezembro de 2010

“A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem” (Hb 11,1)

Nós que andávamos tristes e oprimidas,


Nós que andávamos apavoradas e emudecidas,

Vimos uma Pequena Luz,

Uma Pequena Palavra

Palavra que armou sua simples tenda em nosso meio,

Uma Pequena Vida,

Despojada de todo poder,

Deus(...) pequeno de gente pequena

Que quis ensinar

Às nossas areias e neves

A Primavera.

Sua Sabedoria e Glória,

Da Vida que vence, sempre, teimosa,

A morte.

È Natal!

Amém ...amem!!

(Maria Soave Buscemi)

17 de dezembro de 2010

Irmãs do Imaculado Coração de Maria


A Vida ferida Grita por Misericórdia e Justiça!

Basta de Tráfico de Seres Humanos!

Comercialização criminosa que coloca as pessoas a serviço do lucro, ferindo gravemente o ser humano no que tem de mais precioso: sua dignidade e liberdade de filhos e filhas de Deus, sujeitos e cidadãos/ãs de direitos. Esta é uma das muitas definições sobre o Tráfico de Seres Humanos (TSH), prática criminosa hedionda, que atinge cerca de 2,5 milhões de vítimas, movimentando, aproximadamente, 32 bilhões de dólares por ano. (UNODC Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). Atualmente, esse crime está relacionado a práticas criminosas de violações aos direitos humanos, para fins de exploração sexual comercial, muitas vezes, ligadas a roteiros de turismo sexual, de mão-de-obra escrava, e também, para remoção e venda e de órgãos.

O Tráfico de Seres Humanos, cujas vítimas em potencial são as mulheres, as crianças e adolescentes, constituem uma das formas mais explicitas da escravidão do século XXI. Vulnera e viola a dignidade e a liberdade de numerosas mulheres e meninas, mercantilizando e ferindo seus corpos, mantando seus sonhos e direito de viver. O tráfico de pessoas configura hoje uma das piores afrontas à dignidade humana e uma das mais cruéis violações dos direitos humanos. Uma rede lucrativa que ocupa o terceiro lugar na economia mercadológica do crime organizado, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas. Estima-se que 700 mil mulheres e crianças passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano. Isso sem contabilizar o tráfico interno, que no nosso País e alarmante.

A pobreza, o desemprego, bem como a ausência de educação e de acesso aos recursos constituem as causas subjacentes ao Tráfico de Seres Humanos. As mulheres são particularmente vulneráveis ao tráfico de seres humanos devido à feminização da pobreza, à cultura de discriminação e desigualdade entre homens e mulheres, a cultura hedonista que transforma o corpo da mulher em objeto de desejo e cobiça... O clamor das mulheres, adolescentes e crianças traficadas, se impõem, hoje, como um eloqüente grito pela vida.

A maioria das vítimas do TSH são mulheres, adolescentes e crianças que têm em comum o mesmo perfil social, marcado pela vulnerabilidade social e suas consequencias: analfabetismo, desemprego, imigração, exclusão social e vêem na possibilidade de sair do seu espaço uma oportunidade de conseguir melhoria de vida, conforto financeiro, fama, reconhecimento e outras tantas características nessa linha de raciocínio.

É em cima destas aspirações que agem os aliciadores, na sua maioria homens de escolaridade superior associados a negócios ilícitos como drogas, prostituição e lavagem de dinheiro e que aparentam estar acima de qualquer suspeita, que procuram suas vítimas através das agências de emprego, casamento, moda, viagens, internet (sites de relacionamento) e em redes de entretenimento como shoppings, bares, restaurantes, clubes e danceterias.

Uma vez seduzidas e conquistadas pelos aliciadores, as vítimas são levadas para Estados ou países distantes, perdem a referência de local, têm seus passaportes confiscados, vêem-se endividadas, são privadas do contato com familiares, ameaçadas, espancadas e forçadas a trabalhar sem carga horária definida, em situação de cárcere privado na prostituição forçada ou outras prática análogas à escravidão.

Todos estes fatores alimentam o crescimento das estatísticas e cifras econômicas. A prática criminosa do TSH é hoje a terceira fonte de renda mundial do crime organizado, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. As estatísticas mostram que, dos casos encontrados, 81% são mulheres e meninas com menos de 18 anos. No Brasil, números da PESTRAF (Pesquisa sobre tráfico de mulheres, crianças e Adolescentes para fins de exploração sexual) realizada pelo CECRIA, apontam a existência de 241 rotas de tráfico, sendo 131 internacionais e 110 nacionais. Além disso, 75 mil brasileiras são traficadas, exploradas sexualmente, em regime de escravidão nos países da Europa. Estes números estão crescendo, e neles há corpos, que gemem e gritam por socorro. São milhares de mulheres, crianças e adolescentes violentadas, torturadas física, moral e psicológicamente. Precisamos dar um BASTA nessa ação criminosa que afronta brutalmente a dignidade humana e o próprio Deus, criador de todos/as. Urge uma ação determinada e firme das autoridades competentes, bem coibir, punir os que traficam e ao estado e toda sociedade no sentido de denunciar, informar, e educar bem como lutar pela superação das causas geradoras e sustentadora desta iníqua realidade

Atentas aos clamores dos empobrecidos e empobrecidas em cada momento histórico, a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria (ICM), se deixa interpelar por está realidade e assume, em 2010, ano da Beatificação de sua fundadora Madre Bárbara Maix: O enfrentamento ao TSH, intensificando sua integração na Rede “Um Grito pela Vida”, organização da Vida Religiosa do Brasil em prol da Erradicação do Tráfico de Seres Humanos, desenvolvendo ações de prevenção, assistência e incidência política, a fim de coibir a inserção de novas vítimas nesta rede criminosa e escravista.

Sob o tema e lema: “Um grito, um clamor, um crime – Erradicar pela solidariedade e promoção da vida: Eis a nossa missão”, a Congregação ICM, que está presente em 14 Estados brasileiros e em mais oito países, definiu e estruturou esta nova linha de ação como marco da Beatificação, uma expressão missionária de volta ao carisma fundacional, uma vez que a defesa da dignidade das mulheres vítimas da exploração econômica e moral foi assumida pela Bem-Aventurada Bárbara Maix desde as origens da Obra, ainda em Viena na Áustria em 1847, conforme cita documento oficial da Congregação: ”causava-lhe dor ver tantas jovens do interior, vindas a Viena, com alma pura, em busca de trabalho para uma vida melhor, sendo aos poucos, levadas à desgraça”.

As Irmãs do Imaculado Coração de Maria trazem, desde a sua origem, um compromisso efetivo com as mulheres, jovens e crianças injustiçadas e exploradas. Como expressão deste compromisso acolhe, hoje, o grito das pessoas traficadas como uma incisiva convocação evangélica, uma causa que brada aos céus e as desafia a intervir e agir com força carismático-profética de forma articulada com todas as pessoas, grupos e organismos que atuam no enfrentamento desta realidade.

Um marco missionário da celebração da Beatificação de Bárbara Maix: as Irmãs do Imaculado Coração de Maria abrem uma nova frente missionária no norte do Brasil e chegam ao coração da Amazônia. No dia 17 de março de 2011, ao celebrar os 135 anos da morte e ressurreição Bem-Aventurada Bárbara Maix, será fundada, oficialmente, a nova comunidade ICM, em Manaus, capital do Amazonas.

A escolha do Amazonas não é por acaso. Lá está um dos maiores índices de aliciamento de mulheres e adolescentes para o Tráfico Humano para países da Europa e para os países vizinhos ao Brasil. Três Irmãs vão compor a nova comunidade ICM que terá essa finalidade da prevenção e enfrentamento ao TSH.

Gestos simples que provocam libertação – Compreendendo que o combate ao Tráfico de Seres Humano é dever do Estado e de toda a sociedade civil, é importante reagir e agir: Sensibilizar-se e Informar-se é o primeiro passo para que cada um e cada uma possa ajudar no enfrentamento. Gestos simples desencadeiam ações de libertação: Colocar a questão em pauta em todos os espaços possíveis: igrejas, escolas, hospitais, inserções, obras e projetos sociais, em vista da formação da consciência e ações de intervenção na realidade. Articular forças – atuar em redes e parcerias com a sociedade civil e o poder público. Somar na luta por políticas públicas para a juventude e mulheres. Rezar e aprofundar esta realidade, à luz da Palavra de Deus.

Para despertar, sensibilizar e subsidiar as ações e processos de enfrentamento e fortalecimento das atividades da e em rede, a Congregação elaborou e editou material: 12 mil folders e 6 mil cartazes; realizou nos dias 12 a 14/08/2010 um curso de capacitação para 60 Irmãs, e nas diversas localidades onde a congregação está inserida foram realizadas atividades de divulgação, sensibilização, mobilização e pressão política, como por exemplo o Festival intercongregacional de música contra o extermínio e tráfico de juventude realizado em Teresina no dia 10/10; Divulgação do Combate ao Tráfico Humano durante o grito dos/as excluídos/as em Sinop-MT, a realização de um painel temático na Câmara de Vereadores de Gravataí/RS no dia 13/10, a caminhada de combate a exploração sexual e tráfico de crianças e adolescentes em Miranorte no Tocantins nos dias 07/07 e 22/10/2010; a composição do Hino “Um grito pela Vida” por Irmã Miria Koling e muitas outras atividades realizadas nas escolas, obras sociais e comunidades. As notícias destas e outras realizações de forma mais detalhadas podem ser lidas no site da Congregação: http://www.icm-sec.org.br/.

Quadro:Denuncie o Tráfico de Pessoas pelo Telefone:Disque Denúncia - 100Disque Mulher - 180

Irmãs do Imaculado Coração de Maria –

Rede Um Grito pela Vida - http://redeumgritopelavida.blogspot.com

Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM

Magnus Regi s- Leigo ICM -jornalista









rascunho 08:12:00 de Rede Um Grito pela Vida Excluir

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