Membro da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas "TALITHA KUM"

17 de maio de 2011

DIA 18 DE MAIO, DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Pe. Sidnei Marco Dornelas  - GT Tráfico de Pessoas
Setor Pastoral da Mobilidade Humana - CNBB

A realidade de vulnerabilidade em que se encontram as crianças e adolescentes em nosso país já é matéria de reflexão que nos ocupa há muitos anos. A precariedade em que se encontram as famílias mais pobres faz com que desde cedo as crianças assumam tarefas de adultos no âmbito doméstico. Outras vezes são vistas como um peso, sofrem inúmeras violências, também de ordem sexual, ou são pura e simplesmente abandonadas à própria sorte. Nesse sentido é que testemunhamos a reincidência dos casos de trabalho infantil, que são até hoje denunciados, e que persistem, para além de todas as políticas de compensação e reinserção social. Paralelamente, o mundo da criminalidade, juntamente com o tráfico de drogas, surge como uma sedução nefasta para vários grupos de jovens, carentes de reais oportunidades e alternativas de futuro. Esse quadro de desvalorização da vida de crianças e adolescentes encontra eco nos casos de exploração e abuso sexual de que são vítimas, e acabaram se tornando um dos grandes escândalos em nosso país. A questão do tráfico de pessoas é um dos pontos mais sensível dessa forma anômala de exploração econômica.

Assim, o trabalho infantil é um dos meios pelos quais se difundem os abusos da exploração econômica e da sede pelo lucro. Em várias épocas do ano, seja por ocasião de diferentes colheitas agrícolas, seja nos trabalhos em carvoarias, nas regiões turísticas nos períodos de férias, ou em subempregos nas grandes cidades, o abuso e exploração de crianças e adolescentes é uma constante. Nesse sentido, multiplicam-se muitas formas de mobilidade motivadas por esses nichos de exploração econômica, criando os principais focos de mobilidade laboral que degeneram em casos de abuso e exploração sexual, como aquela que fomenta o tráfico de seres humanos, incluindo crianças e adolescentes, em situação análoga ao trabalho escravo. Paralelamente, esse fenômeno se alimenta também de uma mudança no perfil dos migrantes, em que se percebe uma tendência de uma presença crescente de mulheres sós que migram em busca de trabalho. É o que se costuma chamar de “feminização das migrações”. Inserindo-se em ramos como o trabalho doméstico, de serviços e entretenimento, as mulheres e adolescentes são ainda mais vulneráveis frente aos apelos das filiais do tráfico de seres humanos, ou Tráfico de Pessoas.

Existem basicamente duas formas de Tráfico de Pessoas com fim de exploração sexual, interligadas entre elas: o interno e o internacional. No território brasileiro, em diferentes regiões, mulheres e adolescentes são exploradas sexualmente em situações como: cidades litorâneas no chamado “turismo sexual”, em localidades que vivem da atividade de garimpos, em regiões em que prospera o agronegócio, nas proximidades de bases militares ou grandes obras. Assim, seja no litoral brasileiro, nas grandes cidades, mas também no interior de estados como Pará, Amapá, Goiás, constata-se a ação do tráfico. Como um ramo comercial clandestino e altamente lucrativo, essa atividade tende a extrapolar as fronteiras nacionais, associando-se às redes do crime internacional e movimentando somas astronômicas da ordem de 30 bilhões de dólares. Internacionalmente, o Brasil é especialmente envolvido devido à vastidão de suas fronteiras e seu imenso território, o que permite que vários circuitos de Tráfico de Pessoas se desenvolvam, interligando não só cidades brasileiras entre si, mas também a passagem de mulheres e adolescentes oriundas de outros países da América Latina, como Peru e Paraguai. Em 2004, identificavam-se cerca de 140 rotas de tráfico nacional e internacional, que comercializavam crianças, adolescentes, mulheres brasileiras e até mesmo travestis. Entre os principais destinos estão, sobretudo, a Espanha, Japão e Israel, mas também países vizinhos, como o Suriname. Calcula-se que dos cerca de 200 mil casos registrados em todo mundo, cerca de 20% seriam originários da América Latina.

Atualmente, a realidade do Tráfico de Pessoas vem despertando uma indignação cada vez maior, e motiva a ação governamental de vários países, ao lado da mobilização de diferentes ONGs e entidades da sociedade civil incidem para a mudança nesse quadro. Nesse sentido, também a Igreja Católica no Brasil vem atuando, por meio de diversas entidades pastorais, como a Pastoral da Mulher Marginalizada, Comissões de Direitos Humanos e a Rede “Um Grito pela Vida”, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), além de muitas outras entidades que dão sua colaboração na atenção às vítimas. Percebe-se que se trata do lado mais “sensível” de um fenômeno mais amplo, ligado à mercantilização da vida humana na era da Globalização, desestabilizando as relações sociais, denegrindo e ferindo gravemente a dignidade da pessoa humana, comprometendo gravemente o nosso futuro. Quando crianças e adolescentes são abusadas por outros seres humanos, nesse processo econômico “sem sujeito”, o apelo deve ser renovado, atualizado e chamar incessantemente a atenção para o tipo de sociedade que estamos construindo, para a imensa divida humana que carregamos nas costas. É também uma tarefa evangélica nos juntarmos àqueles que neste dia defendem a vida dos mais frágeis, com os quais se identificou o próprio Cristo.

Curso de Formação de Multiplicadores em Fortaleza

por ir. Gabriella Bottani

Nos dias de 13 a 15 de maio e 21 e 22 de maio a Rede Um Grito pela Vida está promovendo um curso de formação de multiplicadores para a prevenção ao tráfico de pessoas. O Curso contou com a assessoria dos membros da Rede Um Grito pela Vida, do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estato do Ceará, de Renato Roseno e a participação do Grupo de Teatro e de Dança da Sociedade da Redenção que apresentou a peça "O Diario de Joana", contou também com a colaboração de Massimo e Lilissane, professores de educação corporal.

Treinamento agentes multiplicadores em São Luis, MA

O Encontro em São Luis  teve como objetivo o treinaento de agentes multiplicadores de oficinas  sobre Tráfico de Pessoas. O treinamento aconteseu nos dias de 14 e 15 de maio  na casa de retiro das Irmãs Filipinho em São Luis-ma.  Estiveram presentes 40 irmãs de diversas congregações religiosas e leigas membros de associações de mulheres de bairros da cidade de São Luis e da Vila de Pescadores. Como resultado do treinamento teve inicio um pequeno planejamento do regional de São Luis, para levar ações concretas de prevenção a alguns bairros da cidade. Assessoria foi dada pela Ir Denise Morra membro da rede um grito pela vida.

7 de maio de 2011

NOTICIAS DE GOIÂNIA

Bom dia Companheiras e companheiros de caminhada.
estou repassando esta noticia tirada do corréio braziliense que conta um pouco da história dos marcados para morrer.
Religiosos, juízes e promotores estão na mira de esquadrão morte
Renato Alves
Publicação: 02/05/2011 06:00 Atualização: 02/05/2011 16:27
Além de executarem mais de uma centena de pessoas, muitas delas inocentes, policiais militares goianos intimidam aqueles que investigam seus crimes. Na lista de marcados para morrer do grupo de extermínio formado por agentes do Estado estão parentes das suas vítimas, testemunhas, delegados, promotores de Justiça, juízes, jornalistas e até religiosos.
Boa parte das ameaças constam dos inquéritos da Polícia Federal oriundos da Operação Sexto Mandamento, desencadeada em 15 de fevereiro último com a prisão de 19 praças e oficiais da Polícia Militar de Goiás. Conforme mostrou o Correio na primeira reportagem da série “Crimes de farda”, publicada ontem, o grupo preso responde por mais de 300 assassinatos e 36 desaparecimentos ocorridos nos últimos 10 anos.
O padre Geraldo Marcos Labarrère Nascimento, 70 anos, conhece bem as histórias atribuídas ao esquadrão da morte goiano. E convive com ameaças desde o início dos anos 1980, quando começou a trabalhar com jovens em situação de risco e a assistir famílias vítimas de violência em comunidades pobres de Manaus (AM).
O religioso deixou a capital amazonense e partiu para Goiânia em 2002 justamente por denunciar policiais militares que agrediam e perseguiam moradores da periferia de Manaus. Em uma madrugada, quando voltava para casa, ele foi cercado por um oficial e 16 subordinados. “Colocaram uma metralhadora ao meu lado, perto do meu ouvido, e dispararam. Depois, avisaram: ‘O próximo (tiro) vai ser no peito’”, conta.
Mas as ameaças nunca intimidaram o padre Geraldo. Assim que desembarcou em Goiânia, continuou o trabalho de ajuda e proteção às vítimas da violência policial. Em 28 de abril de 2006, fundou o Comitê goiano pelo fim da violência policial. Desde então, vive recebendo ameaças. “Elas (as ameaças) vêm e voltam. Às vezes, veladas; às vezes, nítidas”, comenta ele, um jesuíta.
Os mais recentes recados vieram após a Operação Sexto Mandamento. “Procuraram o arcebispo e disseram que eu e um assessor do deputado estadual Mauro Rubem (PT) iríamos receber o troco. Não seria uma execução, mas um assalto com morte ou um acidente”, conta o padre Geraldo. Em outro episódio, a Casa da Juventude (Caju), dirigida por ele, amanheceu cercada por um comboio da PM.
As viaturas da Polícia Militar passaram várias vezes em frente à Caju. Em uma delas, PMs desceram à entidade para procurar informações sobre o local. “Todos, principalmente a PM, sabem o que fazemos aqui, sabe que assistimos pessoas em situação de risco, jovens e adultos vítimas de maus-tratos, principalmente de policiais”, ressalta o religioso.

16 de abril de 2011

Ações de Prevenção e Enfrentamento do Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - Regional Teresina

No dia 13 de abril ás 08:30 hs aconteceu no Ministério Público uma reunião com alguns representantes legais do Enfrentamento a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, estiveram presentes: Antonio Leitão (SEST/SENAT), Guadalupe Veloso (SEMTCAS/CRAS NORTE II), Daniele Carvalho (SEMTCAS/ Projeto Bem –me - quer), Ir. Denise (Centro da Juventude Santa Cabrini / Rede um Grito pela Vida), Leida Diniz (Ministério Público), Rejane Borges (DPCA), Carla Simone (ASA / Casa de Zabelê) e Francisca Dias (SETUR) a fim de tratar de ações de Combate a Exploração Sexual no Piauí.


Foi discutido ações para envolver o trade turístico e o Conselho Estadual do Turismo- CET no compromisso a temática; o Encontro do Ministério Público com todos os promotores de justiça do Estado em 09 de maio e sobre o 18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração contra Crianças e Adolescentes.

Ainda foram cobradas ações mais consistentes de políticas públicas na prevenção a exploração sexual na atividade do Turismo nos municípios e eventos Programados do Estado.

PROGRAMAÇÃO 18 DE MAIO - COMITÊ PIAUIENSE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES/2011

DATA AÇÃO LOCAL HORÁRIO RESPONSÁVEL

23/03 a 18/05 “Desenvolvimento do Projeto ‘Prevenindo a violência sexual contra crianças e adolescentes” Casa de Zabelê e Escolas Públicas Manhã e Tarde Equipe técnica e Educadores da Casa de Zabelê

13/04 Encontro com representantes do Ministério Público Ministério Público 8:30 Comitê Piauiense de Enfrentamento a Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente

09/05 Visita a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente DPCA 9:00 Comitê Piauiense de Enfrentamento a Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente

10 e 13/05 Encontro com as Famílias do Projeto Vira Vida sobre o Enfrentamento à Violência Sexual Unidade do Vira Vida Tarde Projeto Vira Vida

12/05 Visita à Secretaria de Segurança Secretaria de Segurança 10:00 Comitê Piauiense de Enfrentamento a Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente

16/05 Mobilização Comunitária dos CRAS 17 CRAS de Teresina Manhã SEMTCAS /GPSB

17/05 Encontro com as Famílias do Centro da Juventude Santa Cabrini Cento da Juventude Santa Cabrini 8:00 Equipe Técnica do Centro da Juventude Santa Cabrini

17/05 Audiência Pública na Câmara dos Vereadores Câmara de Vereadores A definir Comitê Piauiense de Enfrentamento a Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente

18/05 Panfletagem Av. Frei Serafim com Coelho de Resende

Aeroporto

Rodoviária 7:00



Dia todo

Dia todo Comitê Piauiense de Enfrentamento a Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente

18/05 Ato Público Frei Serafim em frente ao Hiper Manhã SEMTCAS/ Projeto Bem Me Quer

18/05 Encontro com as famílias CRAS Norte II CRAS Norte II 14:30 CRAS Norte II

19/05 Seminário “Saúde Sexual e Reprodutiva do Adolescente” Auditório Centro de Formação Odilon Nunes 8:00 ás 12:00 Fundação Municipal de Saúde

CAA/GEAP

30 e 31/05 Encontro de Fortalecimento da Rede Socioassistencial de Teresina Auditório da SEMTCAS Manhã SEMTCAS

A definir Encontro “Protagonismo Jovem em Movimento” A definir A definir Projeto ViraVida/SESI



16/06 Workshop “Tráfico de Seres Humanos”

Comunidade Santo Antonio

Cento da Juventude Santa Cabrini A definir Rede Um Grito Pela Vida – Pastoral do Migrante

5 e 6/08 Encontro sobre o “Tráfico de Seres Humanos” CRB – Regional Teresina A definir Rede Um Grito Pela Vida – Pastoral do Migrante

25/09 Dia “Mundial de Erradicação do Tráfico de Seres Humanos” A definir A definir Rede Um Grito Pela Vida/ Policia Federal

Realização : Casa de Zabelê, Centro da Juventude Santa Cabrini, Rede um Grito pela Vida, Ministério Público – Teresina, Prefeitura Municipal de Teresina (através dos CRAS e Secretarias)

28 de março de 2011

Regional Salvador, BA - Bahia e Sergipe na erradigação do Trafico de pessoas

Por ir. Denise A. Morra

Com a participação de 76 religiosas/os no regional Salvador/Sergipe aconteceu no fim de semana 26 e 27 de março de 2011 a capacitação de multiplicadores para ações preventivas de enfrentamento do tráfico de pessoas. O encontro foi assessorada por Ir Denise A. Morra MSC, membro da Rede um Grito pela Vida. Durante a capacitação foram pontuadas varias situações onde a Vida Religiosa é chamada para um compromisso maior em defesa da vida. A formação possibilitou um melhor conhecimento da situação atual do Brasil e do mundo inteiro com relação ao tráfico de pessoas. Chamou nos atenção o fato do Brasil ser considerado um dos paises que mais exporta meninas e mulheres para o comercio sexual da Europa, além de sermos um grande explorador de mão de obra para fins de trabalho escravo.
No domingo, dia conclusivo, foi dedicado para reforçar a Rede local de Um Grito pela Vida já criada no mês de outubro de 2010, promvendo uma uma maior colaboração para a realização de ações preventivas no regional de Bahia, Sergipe.

25 de março de 2011

Encontro do Regional de São Paulo dia 10 de março de 2011

Por ir. Roseli

Com o tema TEMA: “DESAFIOS E PERSPECTIVAS DAS MULHERES PARA O SÉCULO XXI” a Rede um Grito pela Vida, promoveu no dia: 10 de março de 2011uma tarde de reflexão em com comemoração do dia internacional da mulher no Auditório das Irmãs Paulinas.


Iniciamos com a abertura feita pela presidenta da CRB-SP, Ir. Geni dos Santos Camargo, que recordava a história do dia 8 de março, como um dia de luta de tantas mulheres e que da morte de muitas foram sendo conquistados os direitos.

Seguiu-se a leitura de um poema extraído da internet, intitulado : Mulher

Mulher que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem, que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua missão neste mundo
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfumar
Que vence o cansaço e o medo e corre pra luta
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias...

Para você, mulher neste dia especial
Feliz Dia Internacional da Mulher!
E recordando tantas mulheres na luta por um sonho, por uma vida melhor acaba caindo nas
malhas do tráfico apresentamos o depoimento de uma mulher brasileira, que foi vendida para Holanda e Suriname.
Seguimos com uma momento de mística onde ouvimos a música Um Grito pela Vida de Ir. Miria Kolling, sendo encenado este momento.

Continuamos com a assessoria da advogada Cláudia Patrícia de Luna Silva, Presidenta da Organização Não- Governamental “Elas por Elas - Vozes e Ações das Mulheres”, que nos ajudou a refletir os Desafios e perspectivas das mulheres para o século XXI, após fazer uma caminhada histórica das lutas e conquistas das mulheres. Após a exposição da assessoria tivemos uma Roda de conversa - em grupos , onde refletimos e compartilhamos em plenária as Perspectivas de futuro. Finalizamos nosso encontro cantando: Maria, Maria.