Encontro Nacional da Rede Um Grito Pela Vida, 01 a 04 de novembro de 2012.
CCM - Brasilia. DF.
Páginas
Membro da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas "TALITHA KUM"
4 de novembro de 2012
28 de outubro de 2012
CRB NACIONAL REDE UM GRITO PELA VIDA REALIZA ENCONTRO DE ARTICULAÇÃO E FORMAÇÃO COM REPRESENTANTES DOS NÚCLEOS
por Eurides Oliveira
“...uma
relação de partilha, de articulação,
de
compromisso com o outro, a outra
faz-se
condição absolutamente imprescindível
para
a existência humana” (J.B.Libânio)
No
cumprimento de sua programação anual a Rede Um grito pela Vida
realizará o
Encontro ampliado da Coordenação com as referencias dos núcleos
regionais, nos dias 02 a 04 de novembro de 2012, no
Centro Cultural Missionário - CCM (SGAN
905 s/n md C, Brasília - DF, 70790-050, Fone: (0xx) 61 3274-3009.
O
Encontro tem como objetivos:
- Fortalecer a articulação da Rede
- A profundar a temática do trafico de pessoas no contexto brasileiro, em tempos de grandes eventos
- Definir estratégias de atuação na Campanha da Fraternidade 2014
- Organizar a campanha preventiva ao tráfico de pessoas antes e durante a copa do mundo de 2014;
Este
encontro é de suma importância. A dinâmica de atuação em REDE,
só é possível com uma efetiva participação e articulação de
seus integrantes.
Somos
felizes por ver a Rede “Um grito pela Vida” crescendo e
tornando-se cada vez mais um espaço de missão solidária da VRC do
Brasil, ampliando suas possibilidades e sendo reconhecida como uma
expressão evangélico-profética
na igreja e na sociedade, através dos seus 16 núcleos existentes e
os demais em fase de organização.
No
entanto, diante da complexidade dos tempos atuais, da abrangência e
gravidade da realidade do tráfico de pessoas, que segue com cifras
elevadas, matando sonhos e ceifando vidas, precisamos cada vez mais
avançar na reflexão e ação conjunta.
Nesta
perspectiva o encontro tem um papel fundamental, sobretudo no tocante
ao processo formativo e no planejamento das ações de prevenção e
enfrentamento ao tráfico de pessoas em tempos de mega eventos,
quando o turismo sexual, a exploração do trabalho e a violência
sexual tende a aumentar.
O
encontro será dinamizado pela equipe de coordenação da REDE Ir.
Eurides Alves
de Oliveira. Ir. Gabriella Bottani, Ir. Roseli Consoli do Prado, Ir.
Maria de Fátima Cunha, Ir. Maria de Fátima Barbosa, e contará com
a assessoria
do Sr. Renato Roseno.
Na
força libertadora de Jesus de Nazaré, aguardamos com
alegria e esperança a chegada das/os 28 participantes para
partilhar, refletir, fortalecer e projetar a caminhada da REDE, num
compromisso sempre efetivo de solidariedade e compromisso com a
defesa da vida, ameaçada pelo drama do tráfico de pessoas.
Ir.
Eurides Alves de Oliveira, ICM
26 de outubro de 2012
Rede Um Grito Pela Vida participou do Seminário da Mobilidade Humana do RS
A
complexidade do fenômeno da migração foi debatida em Porto
Alegre, no Rio Grande do Sul, com a realização do 1° Seminário de
Mobilidade Humana. O encontro teve como tema: “Tendências e
desafios no Brasil e no Rio Grande do Sul”. A Rede Um Grito Pela
Vida, que integra o Fórum Permanente da Mobilidade Humana/RS
participou como co-promotora do evento.
Irmã
Eurides Alves de Oliveira, representante da Conferência dos
Religiosos do Brasil (CRB Nacional)
na rede intercongregacional Um Grito Pela Vida, explanou sobre
o Tráfico de Pessoas no painel "Fluxos atuais da Mobilidade
Humana no RS”. A religiosa ICM abordou a realidade do Tráfico
de Pessoas e os impactos dessa rentável modalidade de crime.
Irmã
Eurides afirmou que o Tráfico de Pessoas se apresenta como uma
interface relevante do fenômeno da Mobilidade humana. Que “ao
longo da história, os contextos da mobilidade humana e a
mercantilização dos seres humanos para fins de exploração e lucro
ilícito, tem tido estreita relação. Salientando que embora,
migrar, ir e vir de um lugar para o outro com liberdade, seja um de
direito, que deve ser preservado e garantido a toda pessoa, no
sistema
capitalista centrado na economia de mercado, o movimento humano é
concebido como ameaça a estabilidade ou como mecanismo de obtenção
de lucro, através da comercialização e exploração do corpo e da
força de trabalho de milhares de mulheres e homens. Fator que se
caracteriza e dá moldura a rede criminosa e altamente lucrativa do
tráfico de pessoas.” Esclareceu pontos fundamentais que
caracterizam este grave problema no contexto brasileiro e no Rio
Grande do Sul, que como um estado fronteiriço possui uma
singularidade para o tráfico de pessoas ligado ao turismo sexual.
nesta ocasião Irmã Eurides também apresentou a Rede Um grito Pela Vida, iniciativa intercongregacional da Conferência dos Religiosos/as do Brasil, CRB Nacional e integrante da Talitakun - a Rede internacional da Vida Religiosa no enfrentamento ao Tráfico Humano, coordenada pela UISG – União Internacional das superioras Maiores.
“Religiosas de várias Congregações têm nas últimas décadas, assumido mundialmente, a luta pela erradicação do tráfico de pessoas, como um campo de atuação missionária. Um espaço e causa de fronteira na qual Deus a impele a reagir e agir com solicitude e audácia profética. Sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Seres Humanos; capacitar multiplicadores, multiplicadoras para ações educativas de prevenção, assistência e incidência política na luta por políticas públicas de enfrentamento desta realidade.
O ponto alto do Seminário foi a
composição do Comitê Rio Grande do Sul para migrantes,
refugiados, apátridas e vítimas do tráfico de pessoas - COMIRAT
com o objetivo de Incluir refugiados, migrantes e apátridas em
políticas públicas, produzir conhecimento sobre estes temas e
elaborar um plano de ação para estas populações e também para as
vítimas do tráfico de pessoas.
AM: “Tráfico de Pessoas, desperte para esta realidade” foi tema de Seminário em Manaus
por Roselei Bertoldo
A
Rede Um Grito Pela Vida Regional Amazonas e Roraima é constituída
por um grupo de religiosas, das Congregações: Irmãs do Imaculado
Coração de Maria, Irmãs de São José, Franciscanas do Imaculado
Coração de Maria, Cônegas de Santo Agostinho, Franciscanas
Missionárias de Nossa Senhora Auxiliadora, duas leigas
representantes da Cáritas Arquidiocesana e um leigo da Congregação
das Irmãs Salesianas.
Durante
o ano, foram desenvolvidas diversas atividades na área de
sensibilização, visibilização, formação, sobre o enfrentamento
ao tráfico de pessoas, culminando com a realização do primeiro
seminário Regional, Manaus/ Roraima.
O
Seminário aconteceu no auditório da Universidade Estadual do
Amazonas e teve a presença de 164 participantes.
O
tema do seminário “Tráfico de Pessoas - desperte para esta
realidade”, motivou o grupo a tecer um olhar sobre a triste
realidade que viola os direitos humanos e teve como objetivo:
Sensibilizar e compartilhar informações sobre o tráfico de
pessoas; capacitar multiplicadoras e multiplicadores para ações de
prevenção e assistência; intensificar a luta por políticas de
enfrentamento ao tráfico humano na região amazônica.
O
bispo auxiliar de Manaus, Dom Mario da Silva, ao fazer a abertura do
evento, elogiou a iniciativa da
A
Rede Um Grito Pela Vida Regional Amazonas e Roraima é constituída
por um grupo de religiosas, das Congregações: Irmãs do Imaculado
Coração de Maria, Irmãs de São José, Franciscanas do Imaculado
Coração de Maria, Cônegas de Santo Agostinho, Franciscanas
Missionárias de Nossa Senhora Auxiliadora, duas leigas
representantes da Cáritas Arquidiocesana e um leigo da Congregação
das Irmãs Salesianas.
Durante
o ano, foram desenvolvidas diversas atividades na área de
sensibilização, visibilização, formação, sobre o enfrentamento
ao tráfico de pessoas, culminando com a realização do primeiro
seminário Regional, Manaus/ Roraima.
O
Seminário aconteceu no auditório da Universidade Estadual do
Amazonas e teve a presença de 164 participantes.
O
tema do seminário “Tráfico de Pessoas - desperte para esta
realidade”, motivou o grupo a tecer um olhar sobre a triste
realidade que viola os direitos humanos e teve como objetivo:
Sensibilizar e compartilhar informações sobre o tráfico de
pessoas; capacitar multiplicadoras e multiplicadores para ações de
prevenção e assistência; intensificar a luta por políticas de
enfrentamento ao tráfico humano na região amazônica.
O
bispo auxiliar de Manaus, Dom Mario da Silva, ao fazer a abertura do
evento, elogiou a iniciativa da Rede em organizar, “em preparar e
realizar o Seminário, que pela sua temática nos causa espanto, mas
solicita um compromisso”. O bispo afirmou que o tráfico de pessoas
é uma moderna forma de escravidão, que abrange muitas pessoas no
mundo todo e disse que “é impossível ficar indiferente diante
desse problema que vitima muitas pessoas.” Jesus no evangelho diz:
Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância. Enquanto
todos não tenham essa vida em abundância, faz se necessário o
nosso trabalho. A CRB tem linhas que apontam para a defesa da vida,
que é dom de Deus e, está no centro da missão de Jesus. As
Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja apela que a vida de
muitos excluídos, marginalizados, traficados contradizem o plano de
vida em abundância. O Documento de Aparecida, quando fala da
dignidade humana, chama-nos a atenção dos novos rostos sofredores,
que são 23, dentre eles o tráfico humano, que está no quarto
lugar. Como seguidores de Cristo não podemos nos calar diante da
ausência de dignidade da vida. Esse seminário é um momento de
comprometer-se, de refletir e tomar uma postura. Esse espaço é um
grito pela vida, abrir os olhos e estender as mãos para ajudar as
pessoas traficadas para exploração sexual, venda de órgãos ou
trabalho escravo.
Levítico
25, 38-43 - Eu sou Javé o seu Deus, que vos tirei do Egito e de dar
a terra de Canaã.... É um texto que nos convida em dar um grito em
favor da vida, para que se rompa, se erradique o ciclo vicioso do
tráfico de pessoas. Finalizou suplicando as bênçãos de Deus sobre
todos.
Ir.
Paulina Pavéz Lagos, Coordenadora Regional da CRB - AM/RR,
sensibilizou o grupo por meio da dinâmica de fechar os ouvidos, os
olhos e a boca, não permitindo ouvir, ver, falar. As pessoas que são
traficadas também são caladas. Portanto, essa Rede nos chama a
direcionar as nossas ações para a defesa da vida, indo até as
fronteiras da realidade humana e nos sensibilizar com a dor e
sofrimento dos irmãos e irmãs. A família é a primeira vítima em
relação ao tráfico, porque estão excluídas das necessidades
básicas: comida, trabalho, educação, saúde, moradia, lembrou o
texto do bom samaritano, que estava a caminho, mas deixou-se
sensibilizar pela necessidade do ferido, da pessoa que estava
vulnerável e restabeleceu sua dignidade.
É
necessário unir forças e acreditar na vida e na felicidade, mas
para isso é preciso abrir nossos olhos, ouvidos e boca e gritar e
investir nesta ação. Vamos fortalecer essa rede, somar,
comprometer-se. O apelo está lançado. Sejamos livres e façamos
opção pela liberdade.
Na
mesa de debate, contamos com a contribuição do senhor Sérgio Lúcio
Mar dos Santos Fontes - Superintendente da Polícia Federal do
Amazonas, que afirmou: “A Polícia Federal se apresenta como órgão
oficial de investigação de casos de tráfico de pessoas, por se
tratar de crimes internacionais (e interestaduais). A fiscalização
nas fronteiras também faz parte da sua competência, além da
expedição de passaportes”.
Os
países possuem as suas fronteiras abertas, porém como são, na sua
grande maioria, extensas, permitem o tráfico de pessoas, armas,
drogas, produtos e outros contrabandos, a Polícia Federal tem grande
dificuldade de controlar o tráfico, principalmente humano, por ser a
terceira economia mundial ilícita. Prosseguiu a apresentação,
trazendo diversos elementos que coíbe o tráfico, ainda afirmou que
qualquer iniciativa para tirar o problema das sombras, ajudar a
refletir e auxiliar no combate contra o tráfico de seres humanos
para exploração sexual, trabalho escravo ou tráfico de órgãos é
louvável e necessário. O estado e a sociedade, infelizmente são a
parte mais fraca. O tráfico é mais forte e organizado, por se
tratar, principalmente, de uma das economias mais rentáveis, porém
extremamente ilegal.
Valiosa
a contribuição da professora Iraildes Caldas, onde afirma que o
tráfico de mulheres é uma ferramenta moderna de escravidão, de
rapto e cerceamento de liberdade, que assume formas sofisticadas com
característica empresarial de um grande negócio, tal qual
representou o tráfico negreiro para o capitalismo nas sociedades
modernas.
O
Brasil é o maior exportador de mulheres das Américas. Envolvidas
pela fala macia dos aliciadores, que lhes fazem falsas promessas de
melhoria de vida, casamento no exterior e escalada econômica rápida,
meninas e mulheres embarcam numa viagem de terror. Todos os anos,
cerca de 60 mil brasileiras são vitimas do tráfico de pessoa
(MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/2007). Ao todo, o mercado movimenta cerca de
2,5 milhões de pessoas e mais de US$ 32 bilhões (50 bilhões de
reais), afirma o UNODC – Escritório da ONU sobre Drogas e Crime.
Só perde para o comércio de drogas como crime organizado.
Ressalta
que a pesquisa é uma ferramenta que auxilia o Estado, para que dê
passos no combate ao tráfico de pessoas, pois o problema existe e
vitimiza muitas vidas.
Não
se pode deixar de reconhecer que o Brasil deu um passo à frente com
a implantação do I Plano Nacional, principalmente porque instituiu
núcleos de enfrentamento ao tráfico nos estados. São Paulo é o
Estado onde o núcleo encontra-se em situação mais avançada.
O
Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas prevê a
criação de centros de atendimento específicos para as mulheres que
retornam ao seu país. A articulação com redes de atenção no
exterior é outra intenção do Plano, já que muitas instituições
que cuidam de brasileiras traficadas não sabem para aonde
encaminhá-las quando são resgatadas, para enviá-las de volta aos
seus países. Ressaltou a importância das universidades abrirem
editais para que alunos e alunas, professores possam fazer pesquisas
nesta área, contribuindo na coleta de dados sobre o tráfico de
pessoas e publicação de materiais.
A
terceira colocação foi realizada pela Maria das Graças Soares
Prola - Secretaria da Assistência Social do Estado, que abordou a
questão do Tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins
de exploração comercial.
Em
Manaus se encontra a figura do agenciador, que se colocava nas praças
e observava as mulheres e crianças para depois abordá-las e fazer a
proposta de exploração sexual. O mercador é o responsável de
fazer o transporte, normalmente burlando a lei, com trânsito nos
órgãos públicos, realizando o tráfico utilizando documentação
falsificada. O receptor tem a finalidade de acolher a pessoa
traficada no local de destino, segurar os documentos até a quitação
da dívida. O tráfico tem capilaridade em todos os estados e países,
por ser um crime organizado.
Em
Manaus, as ações do governo são: presença efetiva nas festas
culturais em toda a região por meio de panfletagem, presença nos
Centros de Referência da Assistência Social e Centro de Referência
Especializada de Assistência Social - CREAS; Centro de Referência
da Mulher; Disque Denúncia 100, 180; atividades em conjunto com o
turismo; projetos vinculados com crianças e adolescentes em horário
oposto ao escolar. Após as colocações, foram feitas diversas
perguntas, dando ênfase as ações de prevenção e repressão ao
tráfico de pessoas na região amazônica.
Irmã
Roselei Bertoldo, ICM, socializou a forma com que a Rede Um Grito
Pela Vida se articula nos diversos estados e as ações que a mesma
desenvolve em nível nacional e local, trazendo presente as
atividades desenvolvidas na Amazônia. Salientou a dificuldade em
abordar o tema nos diversos espaços, pois há um silêncio muito
grande na sociedade com relação a esta problemática.
Em
Manaus, ultimamente os meios de comunicação tem divulgado muitos
nomes de pessoas desaparecidas, isso não significa que todos eles
tem sido para o tráfico, porem é necessário que se desconfie e se
faça investigações, pois dois casos de adolescentes desaparecidas
foram aliciadas para a exploração sexual e esta sob investigação
da policia federal, isso nos alerta para estarmos atentas.
Ainda
ressaltou a necessidade de uma articulação mais ampla com as
instituições, para poder realizar um trabalho integrado de
enfrentamento, uma vez que a rede do tráfico é bem organizada.
Professora
Márcia Oliveira, socializou a pesquisa realizada sobre o Tráfico
internacional de mulheres da Amazônia para Espanha, trazendo
presente elementos com que fazem as mulheres migrarem e as formas de
aliciamento das mesmas. Ressaltou a importância da pesquisa e o
objetivo é problematizar o tema e a atuação das redes
internacionais do tráfico de mulheres do Amazonas, considerando essa
questão como um dos piores atentados contra os direitos humanos e
uma das mais perversas formas de violência contra as mulheres no
mundo atual; Estudar o tráfico e o comércio internacional de
mulheres na Amazônia e o estudo de gênero com a finalidade de
desnaturalizar e desculturalizar a temática, visando a perspectiva
da desconstrução; Oferecer elementos teóricos, a luz do estudo de
gênero, para manter um debate permanente do tema em nível
internacional; Despertar a consciência de que se trata de um
problema que envolve tanto a sociedade de origem como a sociedade de
destino do tráfico de mulheres.
A
pesquisa foi realizada com jovens amazonenses que foram traficadas
para a Espanha e hoje fazem parte do sistema rotativo dos clubes
espanhóis, trabalhando até 15 horas de trabalho diário, de forma
informal e que encontram de forma irregular no país. Trouxe e
presente - Dividas contraídas pelas vítimas - passagens; o processo
permanente de endividamento - alojamento, comida, multas cobradas por
qualquer infração ou falha.
A
necessidade de realizar um trabalho de enfrentamento ao tráfico de
pessoas, de formação e sensibilização da sociedade sobre este
problema, fazendo com que as pessoas estejam informadas e não caiam
na trama do tráfico.
O
grupo foi provocado a levantar algumas atividades ou ações
possíveis para o enfrentamento ao tráfico de pessoas na região
amazônica: Ampliar a rede de enfretamento ao tráfico de pessoas;
estar mais presentes nas escolas e auxiliar as secretarias de
educação a colocarem em prática o Plano Nacional Enfrentamento do
Tráfico de Seres Humanos; fazer uma
grande
caminhada de conscientização no início de 2013; articular uma
comissão de representatividade de todos os segmentos que abordam a
temática e conversar com os novos dirigentes municipais, bem como os
estatuais, para exigir um trabalho mais efetivo em relação ao
tráfico de pessoas; ampliar os debates e estudos de pesquisa; atuar
nos municípios, em especial onde acontecem as festas temáticas e
nas fronteiras que tem maior índice de rotas do tráfico em nossa
região; aproveitar a CF 2014 para desenvolver um processo de
formação junto as paróquias e comunidades, tendo uma maior
abrangência da população, em especial as mais vulneráveis.
David
Tuniz integrante da Rede, apresentou alguns aspectos do Seminário
Internacional, o qual participou na Italia, com o tema: O fenomeno
della tratta a scopo di sfruttamento sessuale e il suo indotto (O
fenômeno do tráfico por exploração sexual e suas implicações)
que aconteceu na Itália, no dia 08 de outubro de 2012, destacando
que a Itália é um dos maiores países do destino de pessoas para
exploração sexual e trabalho escravo, pois o custo é baixo. Os
clubes italianos que trabalham com a exploração sexual apresentam
as jovens como se fossem verdadeiras mercadorias, com elaboração de
cardápios que destacam suas características: mansa, pode bater -
mas só um pouco. Outra coisa alarmante desse comércio de violação
dos direitos humanos.
O
seminário foi concluído com o ritual de lançamento do livro
Tráfico de Mulheres na Amazônia, de Iranildes Caldas Torres e
Márcia Maria de Oliveira, o que muito vem a contribuir com a
prevenção ao trafico de pessoas na Amazônia.
Ir.
Fabiana agradeceu a todos e todas que contribuíram para a realização
deste Seminário, bem como todos os participantes. O trabalho é
grande e árduo, mas não podemos desanimar, porque muitas vítimas
estão clamando por dignidade e justiça.
Rede em organizar, “em preparar e
realizar o Seminário, que pela sua temática nos causa espanto, mas
solicita um compromisso”. O bispo afirmou que o tráfico de pessoas
é uma moderna forma de escravidão, que abrange muitas pessoas no
mundo todo e disse que “é impossível ficar indiferente diante
desse problema que vitima muitas pessoas.” Jesus no evangelho diz:
Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância. Enquanto
todos não tenham essa vida em abundância, faz se necessário o
nosso trabalho. A CRB tem linhas que apontam para a defesa da vida,
que é dom de Deus e, está no centro da missão de Jesus. As
Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja apela que a vida de
muitos excluídos, marginalizados, traficados contradizem o plano de
vida em abundância. O Documento de Aparecida, quando fala da
dignidade humana, chama-nos a atenção dos novos rostos sofredores,
que são 23, dentre eles o tráfico humano, que está no quarto
lugar. Como seguidores de Cristo não podemos nos calar diante da
ausência de dignidade da vida. Esse seminário é um momento de
comprometer-se, de refletir e tomar uma postura. Esse espaço é um
grito pela vida, abrir os olhos e estender as mãos para ajudar as
pessoas traficadas para exploração sexual, venda de órgãos ou
trabalho escravo.
Levítico
25, 38-43 - Eu sou Javé o seu Deus, que vos tirei do Egito e de dar
a terra de Canaã.... É um texto que nos convida em dar um grito em
favor da vida, para que se rompa, se erradique o ciclo vicioso do
tráfico de pessoas. Finalizou suplicando as bênçãos de Deus sobre
todos.
Ir.
Paulina Pavéz Lagos, Coordenadora Regional da CRB - AM/RR,
sensibilizou o grupo por meio da dinâmica de fechar os ouvidos, os
olhos e a boca, não permitindo ouvir, ver, falar. As pessoas que são
traficadas também são caladas. Portanto, essa Rede nos chama a
direcionar as nossas ações para a defesa da vida, indo até as
fronteiras da realidade humana e nos sensibilizar com a dor e
sofrimento dos irmãos e irmãs. A família é a primeira vítima em
relação ao tráfico, porque estão excluídas das necessidades
básicas: comida, trabalho, educação, saúde, moradia, lembrou o
texto do bom samaritano, que estava a caminho, mas deixou-se
sensibilizar pela necessidade do ferido, da pessoa que estava
vulnerável e restabeleceu sua dignidade.
É
necessário unir forças e acreditar na vida e na felicidade, mas
para isso é preciso abrir nossos olhos, ouvidos e boca e gritar e
investir nesta ação. Vamos fortalecer essa rede, somar,
comprometer-se. O apelo está lançado. Sejamos livres e façamos
opção pela liberdade.
Na
mesa de debate, contamos com a contribuição do senhor Sérgio Lúcio
Mar dos Santos Fontes - Superintendente da Polícia Federal do
Amazonas, que afirmou: “A Polícia Federal se apresenta como órgão
oficial de investigação de casos de tráfico de pessoas, por se
tratar de crimes internacionais (e interestaduais). A fiscalização
nas fronteiras também faz parte da sua competência, além da
expedição de passaportes”.
Os
países possuem as suas fronteiras abertas, porém como são, na sua
grande maioria, extensas, permitem o tráfico de pessoas, armas,
drogas, produtos e outros contrabandos, a Polícia Federal tem grande
dificuldade de controlar o tráfico, principalmente humano, por ser a
terceira economia mundial ilícita. Prosseguiu a apresentação,
trazendo diversos elementos que coíbe o tráfico, ainda afirmou que
qualquer iniciativa para tirar o problema das sombras, ajudar a
refletir e auxiliar no combate contra o tráfico de seres humanos
para exploração sexual, trabalho escravo ou tráfico de órgãos é
louvável e necessário. O estado e a sociedade, infelizmente são a
parte mais fraca. O tráfico é mais forte e organizado, por se
tratar, principalmente, de uma das economias mais rentáveis, porém
extremamente ilegal.
Valiosa
a contribuição da professora Iraildes Caldas, onde afirma que o
tráfico de mulheres é uma ferramenta moderna de escravidão, de
rapto e cerceamento de liberdade, que assume formas sofisticadas com
característica empresarial de um grande negócio, tal qual
representou o tráfico negreiro para o capitalismo nas sociedades
modernas.
O
Brasil é o maior exportador de mulheres das Américas. Envolvidas
pela fala macia dos aliciadores, que lhes fazem falsas promessas de
melhoria de vida, casamento no exterior e escalada econômica rápida,
meninas e mulheres embarcam numa viagem de terror. Todos os anos,
cerca de 60 mil brasileiras são vitimas do tráfico de pessoa
(MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/2007). Ao todo, o mercado movimenta cerca de
2,5 milhões de pessoas e mais de US$ 32 bilhões (50 bilhões de
reais), afirma o UNODC – Escritório da ONU sobre Drogas e Crime.
Só perde para o comércio de drogas como crime organizado.
Ressalta
que a pesquisa é uma ferramenta que auxilia o Estado, para que dê
passos no combate ao tráfico de pessoas, pois o problema existe e
vitimiza muitas vidas.
Não
se pode deixar de reconhecer que o Brasil deu um passo à frente com
a implantação do I Plano Nacional, principalmente porque instituiu
núcleos de enfrentamento ao tráfico nos estados. São Paulo é o
Estado onde o núcleo encontra-se em situação mais avançada.
O
Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas prevê a
criação de centros de atendimento específicos para as mulheres que
retornam ao seu país. A articulação com redes de atenção no
exterior é outra intenção do Plano, já que muitas instituições
que cuidam de brasileiras traficadas não sabem para aonde
encaminhá-las quando são resgatadas, para enviá-las de volta aos
seus países. Ressaltou a importância das universidades abrirem
editais para que alunos e alunas, professores possam fazer pesquisas
nesta área, contribuindo na coleta de dados sobre o tráfico de
pessoas e publicação de materiais.
A
terceira colocação foi realizada pela Maria das Graças Soares
Prola - Secretaria da Assistência Social do Estado, que abordou a
questão do Tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins
de exploração comercial.
Em
Manaus se encontra a figura do agenciador, que se colocava nas praças
e observava as mulheres e crianças para depois abordá-las e fazer a
proposta de exploração sexual. O mercador é o responsável de
fazer o transporte, normalmente burlando a lei, com trânsito nos
órgãos públicos, realizando o tráfico utilizando documentação
falsificada. O receptor tem a finalidade de acolher a pessoa
traficada no local de destino, segurar os documentos até a quitação
da dívida. O tráfico tem capilaridade em todos os estados e países,
por ser um crime organizado.
Em
Manaus, as ações do governo são: presença efetiva nas festas
culturais em toda a região por meio de panfletagem, presença nos
Centros de Referência da Assistência Social e Centro de Referência
Especializada de Assistência Social - CREAS; Centro de Referência
da Mulher; Disque Denúncia 100, 180; atividades em conjunto com o
turismo; projetos vinculados com crianças e adolescentes em horário
oposto ao escolar. Após as colocações, foram feitas diversas
perguntas, dando ênfase as ações de prevenção e repressão ao
tráfico de pessoas na região amazônica.
Irmã
Roselei Bertoldo, ICM, socializou a forma com que a Rede Um Grito
Pela Vida se articula nos diversos estados e as ações que a mesma
desenvolve em nível nacional e local, trazendo presente as
atividades desenvolvidas na Amazônia. Salientou a dificuldade em
abordar o tema nos diversos espaços, pois há um silêncio muito
grande na sociedade com relação a esta problemática.
Em
Manaus, ultimamente os meios de comunicação tem divulgado muitos
nomes de pessoas desaparecidas, isso não significa que todos eles
tem sido para o tráfico, porem é necessário que se desconfie e se
faça investigações, pois dois casos de adolescentes desaparecidas
foram aliciadas para a exploração sexual e esta sob investigação
da policia federal, isso nos alerta para estarmos atentas.
Ainda
ressaltou a necessidade de uma articulação mais ampla com as
instituições, para poder realizar um trabalho integrado de
enfrentamento, uma vez que a rede do tráfico é bem organizada.
Professora
Márcia Oliveira, socializou a pesquisa realizada sobre o Tráfico
internacional de mulheres da Amazônia para Espanha, trazendo
presente elementos com que fazem as mulheres migrarem e as formas de
aliciamento das mesmas. Ressaltou a importância da pesquisa e o
objetivo é problematizar o tema e a atuação das redes
internacionais do tráfico de mulheres do Amazonas, considerando essa
questão como um dos piores atentados contra os direitos humanos e
uma das mais perversas formas de violência contra as mulheres no
mundo atual; Estudar o tráfico e o comércio internacional de
mulheres na Amazônia e o estudo de gênero com a finalidade de
desnaturalizar e desculturalizar a temática, visando a perspectiva
da desconstrução; Oferecer elementos teóricos, a luz do estudo de
gênero, para manter um debate permanente do tema em nível
internacional; Despertar a consciência de que se trata de um
problema que envolve tanto a sociedade de origem como a sociedade de
destino do tráfico de mulheres.
A
pesquisa foi realizada com jovens amazonenses que foram traficadas
para a Espanha e hoje fazem parte do sistema rotativo dos clubes
espanhóis, trabalhando até 15 horas de trabalho diário, de forma
informal e que encontram de forma irregular no país. Trouxe e
presente - Dividas contraídas pelas vítimas - passagens; o processo
permanente de endividamento - alojamento, comida, multas cobradas por
qualquer infração ou falha.
A
necessidade de realizar um trabalho de enfrentamento ao tráfico de
pessoas, de formação e sensibilização da sociedade sobre este
problema, fazendo com que as pessoas estejam informadas e não caiam
na trama do tráfico.
O
grupo foi provocado a levantar algumas atividades ou ações
possíveis para o enfrentamento ao tráfico de pessoas na região
amazônica: Ampliar a rede de enfretamento ao tráfico de pessoas;
estar mais presentes nas escolas e auxiliar as secretarias de
educação a colocarem em prática o Plano Nacional Enfrentamento do
Tráfico de Seres Humanos; fazer uma
grande
caminhada de conscientização no início de 2013; articular uma
comissão de representatividade de todos os segmentos que abordam a
temática e conversar com os novos dirigentes municipais, bem como os
estatuais, para exigir um trabalho mais efetivo em relação ao
tráfico de pessoas; ampliar os debates e estudos de pesquisa; atuar
nos municípios, em especial onde acontecem as festas temáticas e
nas fronteiras que tem maior índice de rotas do tráfico em nossa
região; aproveitar a CF 2014 para desenvolver um processo de
formação junto as paróquias e comunidades, tendo uma maior
abrangência da população, em especial as mais vulneráveis.
David
Tuniz integrante da Rede, apresentou alguns aspectos do Seminário
Internacional, o qual participou na Italia, com o tema: O fenomeno
della tratta a scopo di sfruttamento sessuale e il suo indotto (O
fenômeno do tráfico por exploração sexual e suas implicações)
que aconteceu na Itália, no dia 08 de outubro de 2012, destacando
que a Itália é um dos maiores países do destino de pessoas para
exploração sexual e trabalho escravo, pois o custo é baixo. Os
clubes italianos que trabalham com a exploração sexual apresentam
as jovens como se fossem verdadeiras mercadorias, com elaboração de
cardápios que destacam suas características: mansa, pode bater -
mas só um pouco. Outra coisa alarmante desse comércio de violação
dos direitos humanos.
O
seminário foi concluído com o ritual de lançamento do livro
Tráfico de Mulheres na Amazônia, de Iranildes Caldas Torres e
Márcia Maria de Oliveira, o que muito vem a contribuir com a
prevenção ao trafico de pessoas na Amazônia.
Ir.
Fabiana agradeceu a todos e todas que contribuíram para a realização
deste Seminário, bem como todos os participantes. O trabalho é
grande e árduo, mas não podemos desanimar, porque muitas vítimas
estão clamando por dignidade e justiça.
19 de outubro de 2012
CRB-Rede Um Grito pela Vida, Regional Goiânia Encontro Regional de Capacitação para Multiplicadores da Rede Um Grito Pela Vida.
Por ir. Maria Inês Alves Sampaio
De olhos fixos em Jesus para não perder a essência da missão”!
De olhos fixos em Jesus para não perder a essência da missão”!
Somos
convocadas (os) a ver, ouvir e sentir os gritos do povo. Este é um
dos tantos gritos da humanidade que clamam por nossa presença.
Este encontro quer ser uma oportunidade de aprofundamento e reflexão
sobre a realidade do Trafico de pessoas presente em nossa região, no
estado, no Brasil e no mundo.
E considerando a postura da CRB como formadora de opinião e
multiplicadora de informações, no enfrentamento ao tráfico de
pessoas. Queremos através de este encontro divulgar as ações, os
objetivos e missão da “Rede Um Grito Pela Vida.
A Rede assume como prioridade a formação de grupos de
conscientização sobre a prevenção do tráfico de seres humanos e
suas trágicas consequências como: a exploração sexual infanto
juvenil, o trafico de órgãos, a exploração sexual de mulheres e o
trabalho escravo a fim de dar visibilidade ao problema.
A CRB - Regional de Goiânia desafiada assume esta causa e convoca
você para participar e conhecer esta triste realidade. Pois sabemos,
que “O enfrentamento ao tráfico de Pessoas tem três pilares de
sustentação: Prevenção ao Tráfico de Pessoas, a repressão e
responsabilização dos autores e a atenção às vítimas. A
responsabilização e punição dos criminosos são tarefas que se
constituem em responsabilidade unicamente do Estado, por meio de suas
polícias e de seu aparato jurídico. O atendimento à vítima,
também é uma responsabilidade do Estado, mas que a sociedade civil
pode ser parceira. Entretanto, é na prevenção que a sociedade
civil pode “nadar de braçada”, apesar do Estado também atuar
nessa área “(cf.Ministério da Justiça/
Secretaria Nacional da Justiça p.22).
Como Rede de prevenção e sensibilização da
população é uma das ações da Rede um Grito Pela vida.
Teremos
como assessoria a coordenadora Nacional da Rede Um Grito pela Vida-
Ir. Eurides Alves de Oliveira e Representantes da SEMIRA (Secretaria
de Políticas para Mulheres e Promoção de Igualdade Racial) membros
do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento ao Trafico de Pessoas.
NETP-GO.
Venha
Participar desse encontro!
Inscreva-se
na CRB -Regional Goiânia até o dia 20/11.
Dia: 24.11.2012
Horário: 08:00 às
17:00
Local: Centro Cultural
Cara Vídeo (Rua 83, 361, no Setor Sul – Próximo
à Praça Cívica)
Contribuição:
R$15,00
Aguardamos você com
muita alegria e esperança!
11 de outubro de 2012
Teresina: Rede um grito pela vida constrói espaço
A
Rede Um Grito Pela Vida esteve nesta manhã de terça-feira 09 de
outubro de 2012, reunido com o Arcebispo de Teresina Dom Jacinto
Furtado de Brito Sobrinho para partilhar ações realizadas no
enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao mesmo tempo pedir apoio
para formações de prevenção a serem realizadas no ano de 2013.
Na
ocasião Dom Jacinto fez algumas indagações sobre o Trabalho da
Rede no Estado do Piauí, bem como em que poderíamos somar forças.
Por fim, nos indicou o Padre Gonçalo Teixeira Lima, responsável
pelas Pastorais, que se disponibilizou em incluir na agenda da
Arquidiocese ações de sensibilização previstas para setembro de
2013 com Sacerdotes e demais Pastorais da Diocese
Manaus - I seminario estadual
A Rede Um Grito pela Vida, convida você para participar do I Seminário Estadual sobre Erradicação do Tráfico de Pessoas.
20 de outubro de 2012
Das 08:00h às 17:00h
Auditório da UEA
Cachoeirinha -Manaus
Objetivo: Sensibilizar
e compartilhar informações sobre o tráfico de pessoas; capacitar
multiplicadoras e multiplicadores para ações de prevenção e assistência, intensificar a luta por políticas de enfrentamento ao tráfico humano.
08:00h Abertura do Seminário Coordenação da Rede e Dom Mário Antonio da Silva.
09:00h às 12:00h Mesa de debate
Policia Federal do Amazonas
Ações
de prevenção, enfrentamento e repressão que esta instituição
desenvolve, trazendo presente os dados e rotas do tráfico no Estado do
Amazonas?
Universidade Federal do Amazonas
Professora Doutora Iraildes Caldas Torres.
Panorama atual da realidade do tráfico de pessoas e a contribuição da Universidade.
Secretaria da Justiça e Direitos Humanos – SEJUS
Sra. Micheli Custodio
Atuação
da SEJUS no enfrentamento ao tráfico de pessoas, na perspectiva dos
direitos Humanos e dados atuais de denuncia sobre o tráfico no Amazonas
Secretaria da Assistência Social
Sra. Maria das Graças Soares Prola
A
realidade do tráfico de crianças e adolescentes no Estado do Amazonas,
dados e as ações do poder público no enfrentamento a este crime
Rede Um Grito Pela Vida
Irmà Roselei Bertoldo
Ações que a rede desenvolve na prevenção ao tráfico de pessoas.
12:30h Almoço
Apresentaçao cultural
14:00h as 16:30h
Porfessora Márcia Maria de Oliveira
Realidade do tráfico de pessoas na Amazonia
Debate
Construção de ações que podemos realizar para Erradicar o trafico de pessoas em nosso Estado.
Lançamento do Livro sobre tráfico de pessoas no Amazonas.
17:00h encerramento
Ficha de inscrição pode ser preenchida no dia do seminário.
Valor R$10,00. Terá certificado de participação.
OBS repassem a seus contatos.
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